A Região Metropolitana de São Paulo ainda tem 26 mil imóveis sem energia elétrica na manhã desta segunda-feira (15). Isso ainda é reflexo do apagão causado pelo vendaval sem chuva da última quarta-feira (10), com ventos que passaram dos 90 km/h.
Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia em 24 cidades da Grande São Paulo, são cerca de 17 mil sem luz na capital. Os demais, são na Região Metropolitana.
No dia 10, o vendaval causou grandes estragos pela região, derrubou árvores e até mesmo cancelou mais de 300 voos no aeroporto de Congonhas e Guarulhos. Inicialmente, mais de 2,2 milhões de pessoas ficaram sem luz.
Vendaval em São Paulo levou o caos à região

Esse vendaval em São Paulo na última quarta, mesmo sem chuva, gerou uma situação de caos na cidade e na Região Metropolitana. Muitos moradores e comerciantes foram prejudicados e muitos não puderam trabalhar por conta disso.
Assim, o comércio registrou prejuízos altos, turbinados por ser final de ano. Em um período onde as vendas costumam ser maiores, diversos empresários ficaram no prejuízo, sem conseguir trabalhar.
Até mesmo remédios foram perdidos, não apenas em farmácias, mas em residências. Isso porque, sem energia, os produtos que dependem de refrigeração tiveram que ser descartados.
Em um comunicado em suas redes sociais, a Enel disse no domingo (14) à noite que o atendimento estava votando ao padrão de normalidade. Além disso, durante a semana, informou que colocou cerca de 1.800 funcionários nas ruas para dar conta da demanda.
No entanto, algumas intercorrências geraram a fúria da população. Por exemplo, alguns desses funcionários gravaram vídeos e postaram nas redes sociais fazendo dancinhas, enquanto muitos ainda estava sem luz. E teve até colaborador preso por cobrar R$ 2.500 de propina para religar luz de forma imediata em um condomínio.
Justiça ameaça Enel
No final de semana, a Justiça de São Paulo determinou a imediata religação da energia elétrica na região. E, em caso de não-cumprimento, a Enel teria que pagar R$ 200 mil por hora de multa.
Na prática, a Justiça, em uma ação do Ministério Público de São Paulo e da Defensoria Pública, considera a energia elétrica um serviço essencial. Outra decisão foi através da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que determinou o empréstimo de funcionários de outras distribuidoras de energia para ajudar no serviço.
Muitos moradores de São Paulo comemoraram como um ‘gol’ quando a luz ia retornando. E, agora, esperam não passar mais pelo mesmo problema novamente.









