Praticamente dois dias depois do vendaval de até 96 km/h, a região da Grande São Paulo ainda está longe de se recuperar. Afinal de contas, mais de 830 mil residências ainda estão sem luz, ao menos até a manhã desta sexta-feira (12).
Consequentemente, também aumenta a pressão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o serviço da Enel. A concessionária que atende 23 cidades da Região Metropolitana e a capital paulista está em xeque por conta da demora em restabelecer a energia.
Inclusive, bairros de regiões consideradas nobres ainda sofrem com a falta de luz. Muitos moradores estão perdendo alimentos e profissionais, especialmente comerciantes, estão sem conseguir trabalhar, com um prejuízo ainda maior por ser final de ano, época onde normalmente o movimento é maior.
São Paulo também enfrenta caos nos aeroportos

Mas, o problema vai além da falta de energia elétrica. Por exemplo, o aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, teve mais de 300 voos cancelados, adiados ou atrasados por conta do vendaval em São Paulo.
Até agora, centenas de passageiros ainda aguardam uma definição quanto ao ressarcimento pelo atraso, por exemplo. E teve até gente que preferiu seguir viagem de ônibus para seus destinos, pois, seria até mais rápido.
No aeroporto Internacional de Guarulhos o impacto foi menor. Porém, também houve voos cancelados e adiados por conta do vendaval e muitos passageiros ainda seguem sem informações.
Aliás, esse problema nos dois aeroportos da região afetou voos até mesmo em outras regiões do país. Com o os atrasos em Congonhas e Cumbica, aeroportos como o de Brasília e os dois no Rio de Janeiro, além de Belo Horizonte, também tiveram suas viagens afetadas, mesmo que de forma indireta.
Isso sem contar as centenas de árvores que caíram sobre casas e carros. Em alguns casos, a remoção dos troncos, por parte da prefeitura, demorou por conta também da demora da Enel em desligar a energia naqueles locais, para se fazer o serviço com segurança.
Problema gera disputa política
Mas, o problema da falta de energia em São Paulo virou disputa política com o Governo Federal. Isso porque o prefeito da capital e o governador cobram Brasília pela rescisão de contrato com a Enel.
O ministro de Minas e Energias, Alessandro Silveira, criou polêmica ao dizer que o prefeito de São Paulo e o governador “podem chorar à vontade”. E que, se for necessário, irá renovar com a Enel o contrato de concessão.
Ricardo Nunes usou suas redes sociais para responder o ministro. “Quem está chorando, é a população. Se dependesse só da prefeitura de São Paulo, já teríamos rompido o contrato com a Enel”, afirmou o prefeito.
Sobre a demora para restabelecer a energia em São Paulo, a Enel divulgou uma nota nas redes sociais. “Seguimos nas ruas, com 1.600 equipes em campo, trabalhando para normalizar o serviço para os clientes que ainda estão sem energia. Em alguns casos, o restabelecimento é mais complexo, exigindo a reconstrução de postes, transformadores e trechos de rede”, diz um trecho do comunicado.









