Que tal pegar uma onda em pleno centro de São Paulo? Pode parecer mentira, mas praticar surfe na capital paulista, que fica há cerca de uma hora da praia, já é possível a partir desta quinta-feira (4) e ao lado da movimentada Marginal Pinheiros, um dos principais corredores viários da cidade de 11 milhões de habitantes.
No entanto, praticar o surfe no São Paulo Surf Club custa caro e será restrito a alguns privilegiados. Afinal de contas, essa praia de surfe artificial, a primeira da cidade, exige um título de sócio que custa R$ 1,25 milhão, além de uma mensalidade de R$ 3.300, ou seja, mais que o salário de muitos trabalhadores.
Esse novo empreendimento de alto luxo fica no Real Parque, um bairro de alto padrão na região do Morumbi, zona sul de São Paulo. E em como principal atração a vista para a ponte estaiada na Marginal Pinheiros.
Piscina para surfe tem onda de 22 segundos

Normalmente, uma onda natural tem entre 8 e 10 segundos. No entanto, na praia artificial de São Paulo, terá até 22 segundos, fazendo a alegria dos amantes do surfe.
Visualmente, o clube, que fica na Avenida Duquesa de Goiás, se assemelha a um hotel cinco estrelas. E tem todas as características de um ambiente praiano, com direito a coqueiros e areia bem clara.
Ao menos, a água dessa praia artificial é tratada e limpa, ao contrário de muitas praias naturais. Aliás, diferente até mesmo do próprio Rio Pinheiros, que segue poluído, e passa praticamente ao lado do novo empreendimento na capital paulista.
Através de uma tecnologia específica, as ondas da praia artificial são totalmente programadas. Assim, têm sempre altura, velocidade, formato e até duração totalmente ajustadas por um botão.
Uma alegria para os amantes do surfe e, também, para quem nunca pegou uma onda. Neste segundo caso, é obrigatório fazer uma aula preparatória antes de se aventurar, como uma medida de segurança e precaução.
Piscina rasa e funda
Segundo o clube, a piscina voltada para a prática do surfe chega a ter 4 metros de profundidade em determinados trechos. No entanto, ela é rasa na maior parte e conta com um fundo de concreto. Com isso, os banhistas precisam tomar cuidado na hora do mergulho e da queda.
O funcionamento diário do espaço é das 6h às 23h, inicialmente exclusivo para os sócios. Por fim, o local ainda terá espaço para um empreendimento residencial.
No caso, é o São Paulo Surf Club Residences, que tem vista direta para as ondas e ficará pronta no primeiro semestre do ano que vem. Mas, para morar e ver a prática do surfe, o apartamento ali poderá custar cerca de R$ 36 milhões.









