O corpo que provavelmente é do cabo da PM (Polícia Militar), Fabrício Gomes de Santana, 40 anos, que sumiu há quatro dias em São Paulo, foi encontrado na manhã deste domingo (11). De acordo com as primeiras informações, ele foi achado em uma área de mata na cidade de Embu-Guaçu, na Região Metropolitana.
Por enquanto, três suspeitos estão presos de forma temporária, sob suspeita de participarem do sumiço do policial. Antes de desaparecer, Fabrício Gomes teria discutido com um traficante na zona sul de São Paulo. Ainda falta uma perícia completa para confirmar que se trata do cabo da PM.
Depois disso, o policial desapareceu, mas os investigadores encontraram o carro dele todo queimado em uma estrada em Itapecerica da Serra, no dia seguinte. Desde então, a busca foi intensa, na esperança de encontrar o cabo com vida.
Fabrício Gomes foi visto pela última vez perto de favela

Antes de desaparecer, a última vez que alguém viu Fabrício Gomes foi na região da favela Horizonte Azul, na região sul da capital paulista. Inclusive, testemunhas relatam que o cabo da PM teria discutido com três pessoas em um bar nesta comunidade.
Outra informação é que um traficante do bairro ameaçou falar para os demais moradores que ele era policial. E, como o pai e o filho de Fabrício moram na região, iriam correr risco em uma área onde o crime é intenso.
Antes de encontrarem o corpo, também surgiu a informação que houve uma discussão entre o PM e os suspeitos por conta de uma aposta em braço de ferro. No entanto, ainda não há confirmação se essa informação seria verdadeira.
De acordo com os depoimentos, após a discussão, Fabrício se identificou como policial. Então, como se trata de uma área dominada pelo tráfico de drogas, ele recebeu ameaça de morte.
Depois, um segundo suspeito disse que teria sido forçado a ajudar a sumir com Fabrício. Justamente por determinação dos traficantes no local.
Policial estava de férias e iria visitar família
No dia que sumiu, Fabrício Gomes iria ao bairro Vila do Sol, também na região sul, para visitar o pai e o filho dele. Eles moram na Avenida dos Funcionários Públicos, perto da Estrada do M’Boi Mirim.
Fabrício era noivo e iria se casar no último dia 9, no civil. Mas, acabou desaparecendo antes. Outro relato nos depoimentos diz que o policial discutiu com um dos suspeitos na garagem da casa do sogro e que esse suspeito seria traficante.
Um dos suspeitos presos é Gleison Dias, dono de um carro preto que acompanhou o carro de Fabrício Gomes. Depois, em depoimento, admitiu que seguiu o carro de um homem chamado Fábio, com o intuito de incendiar o veículo do cabo da PM.









