A prefeitura de São Paulo promete entregar oito piscinões até 2027, na tentativa de conter e minimizar as enchentes na capital paulista. As obras irão custar, no total, cerca de R$ 1,1 bilhão, segundo os dados divulgados pela administração.
Entre os oito piscinões, cinco deles serão entregues já em 2026. Já os outros três ficarão para 2027, de acordo com o cronograma divulgado.
Na prática, esses espaços são conhecidos como ‘poupança de água da chuva’. Isso porque servem para reter o líquido e evitar que inundem ruas e avenidas, o que sempre causa transtorno aos moradores da capital.
Piscinões: 6 novas unidades em quatro anos

Nos últimos quatro anos, São Paulo ganhou seis piscinões. E o total da capacidade de armazenamento é de 853 mil litros de água. Na prática, ajudam a armazenar o excesso de água.
Nos últimos meses, a capital paulista viveu uma longa estiagem, que até mesmo causou racionamento de água. No entanto, nesses próximos meses, recomeça o período de chuva e a população paulistana começa a se preocupar.
Afinal de contas, entra ano, sai ano, e os problemas parecem se repetir. Principalmente nas partes mais baixas da cidade, que hoje conta com 11 milhões de habitantes.
Nos últimos seis piscinões entregues, a prefeitura gastou R$ 1,6 bilhão. Segundo a administração municipal, as obras teriam beneficiado 815 mil pessoas, entre zona leste e norte da cidade, principalmente de Tucuruvi, Aricanduva e Perus.
“Com as mudanças climáticas provocando temporais mais intensos e volumes cada vez maiores, os piscinões se tornaram aliados indispensáveis na drenagem urbana”, diz a prefeitura de São Paulo, em seu site oficial.
Agora, a capital paulista tem uma rede com 55 piscinões. Eles também ajudam a reforçar a drenagem da cidade, o que também amplia essa capacidade de enfrentamento das chuvas, ao menos na teoria.
Alagamentos caem 57%, diz prefeitura
Ainda segundo dados divulgados pela prefeitura da capital, os alagamentos em São Paulo tiveram queda de 57% quando se compara os dias atuais com o final da década de 1990. Segundo a administração, houve aumento de 46% na capacidade de reservação de água, e isso teria refletido na melhora dos resultados, embora os paulistanos ainda sofram muito com as enchentes.
Entre os novos piscinões que serão construídos, o do Córrego da Mooca, na Vila Prudente, irá beneficiar mais pessoas. Segundo a administração, serão 500 mil moradores atingidos em uma obra individual que custará R$ 166,6 milhões e que ficará pronta no ano que vem.









