Na virada do ano, a USP (Universidade de São Paulo), virou alvo de criminosos. E, nas primeiras horas de 2026, a maior universidade da América Latina sofreu com prejuízos incalculáveis.
E, quando se fala em prejuízo, não se trata apenas de financeiro, mas intelectual. Esse roubo aconteceu no campus do bairro Butantã, região oeste de São Paulo e uma câmera de segurança registrou tudo.
De acordo com o registro no boletim de ocorrência, quatro homens participaram da ação criminosa. E, ainda por cima, renderam os vigias que estavam de plantão no local.
Como foi o roubo na USP

Inicialmente, as imagens mostram dois homens, a pé, entrando no prédio. Depois disso, eles abrem o portão de veículo e saem do prédio, enquanto esperam uma Van branca.
Então, essa Van entrou no espaço, após a meia noite. Em outra filmagem, três homens com os rostos cobertos por máscara rendem os vigias, mas sem deixar feridos.
No entanto, eles viveram momentos de terror, pois, tiveram que ir para a cozinha do local. Durante a ação, ficaram de cabeça baixa, sem poder encarar os bandidos e sofrendo ameaças constantes.
Após isso, os ladrões abriram uma porta reforçada com aço e, lá dentro, tiveram acesso a todos os materiais. No caso, eram produtos do IEE (Instituto de Energia e Ambiente) da USP.
Depois disso, sob coação, obrigaram os vigias a ajudar a carregar tudo o que foi roubado para dentro da Van. Após o crime, se contabilizou que levaram um total de oito bobinas de fio de cobre e 80 metros de cabos plásticos. Além disso, também roubaram os celulares dos vigias.
A PM (Polícia Militar) foi acionada e levou as vítimas para o 91º DP (Distrito Policial) da região do Ceasa. E registrou o caso.
Outros produtos roubados
Em entrevista ao portal de notícias g1, o professor da USP, Ildo Sauer, que também é vice-direto do IEE, foi até o local para acompanhar o trabalho de perícia da Polícia Civil. E constatou que, além dos fios e cabos, os ladrões também levaram produtos importantes para os projetos realizados.
Segundo ele, os ladrões levaram computadores que tinha HDs importantes, já que havia informações sobre projetos que o IEE desenvolve. E são operações do laboratório de ensaios, certificação de vestimentas e equipamentos de segurança EPI. Ainda de acordo com o professor, esse trabalho é único no hemisfério sul e um dos três únicos em todo o mundo.
Por fim, a USP aguarda pelo desfecho do processo de investigação. E os profissionais do IEE vivem a expectativa de, ao menos, recuperarem os HDs roubados para continuar o trabalho de pesquisa.









